quarta-feira, 8 de junho de 2011
Eu estava andando em uma loja no shopping, quando eu vi a mão do caixa devolver um dinheiro a um menino. Ele não poderia ter mais do que 5 ou 6 anos de idade. A caixa disse: "Me desculpe, mas você não tem dinheiro suficiente para comprar esta boneca." Então o menino se virou para uma senhora próxima a ele: "Vovó, você tem certeza que eu não tenho dinheiro suficiente?" A velha senhora respondeu: "Você sabe que você não tem dinheiro suficiente para comprar esta boneca, querido." Então ela pediu para ele ficar lá por apenas cinco minutos enquanto ela ia dar uma volta... Ela saiu rapidamente. O pequeno menino estava segurando a boneca em sua mão. Por último, caminhei em direção ao garoto e perguntei para quem ele queria dar aquela boneca. "É a boneca que minha irmã mais adorava, e queria muito no Natal. Tinha certeza de que Papai Noel iria trazê-la para ela." Respondi-lhe que talvez o Papai Noel iria trazê-la no próximo natal, e que era pra ele não se preocupar. Mas ele respondeu-me com tristeza. "Não, o Papai não poderá levar a boneca onde ela está agora. Eu tenho que dar a boneca para minha mãe para que ela possa dar a minha irmã quando ela for lá." Seus olhos eram tão tristes ao dizer isso. "Minha irmã foi para o céu com Deus. O pai diz que a mamãe vai ver Deus em breve também, então eu pensei que ela poderia levar a boneca com ela e entregar a minha irmã." Meu coração quase parou. O menino olhou para mim e disse: "Eu disse ao papai para dizer a mamãe não ir ainda. Eu preciso dela para esperar até que eu volte do shopping." Então ele me mostrou uma foto muito bonita dele onde ela estava rindo. Ele então me disse "Eu quero que a mamãe tire uma foto minha com ela para que ela não vai esquecer de mim. Eu amo a minha mãe e gostaria que ela não me deixasse, mas meu pai disse que ela tem que ir para ficar com a minha irmãzinha." Então ele ficou olhando para a boneca com os olhos tristes e muito quietinho. Eu rapidamente procurei minha carteira e disse ao garoto. "Suponha que nós verificamos novamente, apenas no caso de você ter dinheiro suficiente para comprar a boneca?" Ele disse: "Ok, eu espero ter o suficiente..." Acrescentei algumas das minhas moedas ao dinheiro dele, sem que ele percebesse, e começamos a contá-lo. Não foi só suficiente para a boneca, e até mesmo sobrou algum dinheiro. O menino disse: "Obrigado Deus por me dar bastante dinheiro!" Então ele olhou para mim e disse: "Eu pedi a última noite antes de ir dormir pra Deus para me certificar de que tinha dinheiro suficiente para comprar esta boneca, para que mamãe poderia dar à minha irmã. Ele me ouviu! Eu também queria ter dinheiro suficiente para comprar uma rosa branca para minha mãe, mas não me atrevi a pedir a Deus muito. Mas Ele me deu dinheiro suficiente para comprar a boneca e a rosa branca!" "Minha mãe adora rosas brancas." Poucos minutos depois, a velha senhora voltou e eu saí com a minha cesta. Terminei minhas compras num estado totalmente diferente de quando eu comecei. Eu não conseguia tirar aquele garotinho do meu pensamento. Então me lembrei de um artigo de jornal local de dois dias atrás, que mencionou um homem bêbado numa caminhonete, que bateu em um carro ocupado por uma mulher jovem e uma menina. A menina morreu na hora, e a mãe estava em estado crítico. A família teve de decidir se queriam desligar os aparelhos de suporte de vida, porque a jovem não seria capaz de se recuperar do coma. Foi esta a família do menino? Dois dias depois desse encontro com o garotinho, eu li no jornal que a jovem tinha morrido. Eu não poderia deixar de ir lá, comprei um buquê de rosas brancas e fui à casa funerária onde o corpo da jovem foi exposto para as pessoas verem e fazer os últimos desejos antes de seu enterro. Ela estava lá, em seu caixão, segurando uma linda rosa branca em sua mão com a foto do garotinho e com a boneca em seu peito. Eu deixei o local, com lágrimas nos olhos, sensação de que minha vida havia mudado para sempre... O amor que o garotinho tinha por sua mãe e sua irmã ainda é, até hoje, difícil de imaginar. E em uma fração de segundo, um motorista bêbado tinha tirado tudo isso dele.
Eu deito na cama e me pergunto ‘’Será que você ainda lembra?’’ porque é tanta coisa pra lembrar. Primeiro não éramos nada, éramos só um eu e você. E de repente nos tornamos um nós. Mas tão rápido quanto nos juntamos acabamos nos separando. E agora existe um espaço. E será que você ainda pense em mim como eu penso ti? Ou será que como os outros você finge que eu nunca existi. Ou pior, será que eu existi pra você? Mas tudo o que eu senti não podia deixar de ser verdade, e então, será que você existiu? Ou como todo o resto você foi só uma ilusão? E eu ainda tento esquecer, mais do que isso, eu luto pra esquecer, mas eu nunca consigo. E muitas vezes eu me vejo sem palavras pra explicar as coisas, me vejo sem sentimentos. Simplesmente vazia, procurando algo pelo que valha a pena continuar. E nessas horas eu tento entender porque te amo, porque te quero, porque preciso de você. Mas será que eu realmente te amo? É isso que eu queria entender. Porque todas as vezes que eu preciso você parece sumir e me deixar sem rumo. E depois você volta destruindo tudo novamente, me deixando péssima novamente, e tudo isso porque você não se importa como eu me importo, porque você não me amou como eu te amei. Hoje eu vejo que não foi em vão, que nada é em vão. Porque eu aprendi. Aprendi a cair e me levantar, aprendi a superar e continuar forte, aprendi que por trás de todos os sorrisos existem lágrimas, as minhas lágrimas. Mas ainda tem dias que eu só queria que você me pedisse desculpa, por ter me feito tanto mal, por ter deixado eu me entregar mesmo não correspondendo todo aquele amor. Como diz Bob Marley ‘‘A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem a intenção de amá-la’’ e foi isso que você fez. E hoje eu vejo o quanto fui burra em acreditar, em acreditar que o meu amor era correspondido, e com lágrimas nos olhos eu tento dizer que o sentimento não existe mais, mas o problema é que ele não me abandona. Tanto tempo já passou, tanta coisa já foi dita, e muita coisa mudou e eu simplesmente não entendo o porque do meu coração acelerar quando penso em você. Eu também não entendo porque escrevo tanto pra você mesmo sabendo que você nunca vai ler, porque ultimamente escrever não tem sido bom, tem sido torturante, a cada palavra eu me machuco mais, mas é a única forma que tenho de desabafar, porque pelo menos as palavras não me abandonam como você fez.
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